Gisberta vivia na vertigem. Era brasileira, seropsitiva,toxicodependente, sem abrigo e, sobretudo, transsexual.
Há um ano, um grupo de adolescentes portuenses espancou-a durante três dias e atirou-a para o poço de um prédio em obras, onde acabou por morrer afogada.
O Porto teria esquecido o caso, não fossem os travestis, Katty, Wanda, Tânia, Agripina, Armanda, amigas da Gisberta, a avivarem a memoria.