Boom Festival
Um dos concelhos mais desertificados do país é sacudido desde 1997 pelo, hoje, o maior festival de música “transe” do mundo. Milhares de pessoas chegam de dezenas de países rumo a Idanha-a-Nova para celebrar a paz e a natureza numa atmosfera de música, drogas e exotismo. “O woodstock português, versão Século XXI é mesmo o Boom Festival.Valter Vinagre encontra-se no presente momento a fotografar o Boom 2008 que decorre de 11 a 18 de Agosto sincronizado com a lua cheia.clique aqui para ver o ensaio fotográfico de Valter Vinagre do Boom 2006
Exposição “Auto Cigano” na FDUL
Valter Vinagre expõe “Auto Cigano” desde 29 de Maio até dia 5 de Junho na biblioteca da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.As fotografias serviram de mote para o debate ocorrido no anfiteatro sobre o tema Discriminação e dos problemas de inserção social em Portugal. O painel de convidados foi constituído por Valter Vinagre, por Mirna Montenegro em representação da AMUCIP e Sónia Pires, representante da A.I na Comissão do ACIDI. No final deste evento foi também lançado o nosso boletim subordinado à temática da Discriminação em geral. Esta iniciativa está inserida no contexto da campanha da A.I Portugal pela Não-Discriminação.
“Toma-o, e come-o”
Exposições de Fotografia de Valter Vinagre
“Toma-o, e come-o”
de 3 de Maio, Até Novembro de 2008
PÓLO DA GASTRONOMIA | Posto de Turismo de Monsanto
Rua Marquês da Graciosa
Monsanto . Idanha-a-Nova
Tel. (351) 277 314 642
do livro “A Bíblia Contada Pelos Sabores” de Valter Vinagre
Toma-o, e come-o . É uma Exposição que resulta da transposição das fotografias realizadas por Valter Vinagre sobre criações realizadas, na Quinta das Lágrimas, pelo Chefe Albano Lourenço com texto de José Tolentino Mendonça para o livro “A Bíblia contada pelos sabores“. (Assírio & Alvim, Lisboa, Outubro de 2007)
Take it and eat it. This is a photography exhibition which is the result of transfering photos made by Valter Vinagre on works done at Quinta das Lagrimas by chef Lourenco accompanied by a text by Jose Tolentino Mendonca for the book “The Bible told through flavours” (Assirio & Alvim, Lisboa October 2007)
(…) Entre o ler e o comer, a Bíblia sugere uma afinidade que não se fica pela metáfora. Literalmente, a Bíblia é para comer. è odorosa, recôndida, vasta como a mesa celeste, íntima como a mesa materna, grata ao paladar, engenhosa, profusa, profícua. Descreve os copiosos bosques profanos e as ofertas alimentares sagradas, recria ascetismos e deleites, conta com a esporádica caça e os pastos cevados, com comidas frugais de viagem e banquetes há muito anunciados. Não é insólito que se olhe atentamente para a cozinha da Bíblia. Ou que se arrisque dela uma tradução, uma transposição, não já de vocábolos, mas de sabores. A Bíblia contada pelos sabores. A leitura devorante. (…)
José Tolentino Mendonça. 2007
“Variações para um fruto”
Exposição de Fotografia de Valter Vinagre
de 3 de Maio, Até Novembro de 2008
PÓLO DA GASTRONOMIA | Posto de Turismo de Monsanto
Rua Marquês da Graciosa
Monsanto . Idanha-a-Nova
Tel. (351) 277 314 642

da série “Variações para um fruto” de Valter Vinagre
(…)Entre procura e significância das coisas, nos paços trilhados à descoberta dos gestos ausentes, cada fotografia institui um encontro.Não são apenas os recortes das árvores, fixados entre a domesticação e o indomado, a regerem o sondar da paisagem mas os traços que à sua passagem o homem nela dixou. è essa uma das características maiores do trabalho de Valter Vinagre, seguir (de forma por vezes inquietante) a presença do humano sem a expõr à evidência, sem a explorar de forma crua, mas antes tomando-a como marca indelével num universo que a transcende. (…)
(…)Between the quest and the meaning of things, the trails worn in search of absent gestures, each photograph is an encounter. We see not only the outlines of the trees, half-tamed, half-wild, probing the landscape, but also the traces that man has left in it. That is one of the greatest features of Valter Vinagre’s work, his ability to follow (in a sometimes quite disturbing way) the scent of human presence without laying it bare or exploring it crudely. Rather it is taken as an indelible mark in a universe that transcends it. (…)
Ana Ruivo
Junho de 2004
Carnaval - Nazaré
” During Carnival, the nightmare of thedark winter days is forgotten.The whole town stops to take a breath and launches itself into the Entrudo each year as if there would never be another…”
“This Carnival madness begins on the day of St Brás, on 3rd February. This a completeley pagan festival. Dionysian,with no priests or masses, but rather bonfires, dances, chorizos and red wine. The devil is let loose. Boys and girls in fancy dress, competing to see who has the wildest costume, dance around the Mount of St Brás, some way outside town.They sing, jump onto the bonfire, climb Mount Siano to visit the chapel and its saint, throw kisses and make promises to meet secretly for amorous encounters, in preparation for the great festival of Carnival. This chain of festivities only stops when the effigy of the ‘ Santo Entrudo’ is burnt on the beach on Ash Wednesday.”
Text by Jaime Rocha, in the “Ensaiar, photographs by Valter Vinagre”. Assírio & Alvim, Lisbon. 2005
Translation by Karen Bennett
© 2005, Monte Siano, Nazaré - Valter Vinagre. click here to see the feature/essay
© 2002, Carnaval, Nazaré - Valter Vinagre. click here to see the feature/essay
Português:
” O Carnaval surge como o momento fulcral em se esquece o pesadelo dos dias negros de Inverno. A Nazaré pára para tomar fôlego e arranca para o Entrudo de cada ano como se não esperasse mais nenhum …”
” …Esta loucura carnavalesca tem o seu ínicio no dia de São Brás, a 3 de Fevereiro. Trata-se de uma festa totalmente pagã, dionisíaca, sem padres nem missas, com fogueiras , danças, enchidos e vinho tinto. É o diabo que se solta .Rapazes e raparigas ensaiados (mascarados) cada um a seu modo, qual deles o mais trapalhão, dançam em volta do monte de São Brás, situado a alguma distância da vila. Cantam,saltam à fogueira, sobem ao Monte Siano para uma visita à capela e ao santo, beijam-se e prometem amores clandestinos entre si, preparando-se para as grandes noites de Carnaval. Esta cadeia de festividades só pára quando o Santo Entrudo é queimado a corpo inteiro na areia da praia, na quarta-feira de cinzas.”
Texto de Jaime Rocha, no livro “Ensaiar, fotografias de Valter Vinagre”. Assírio & Alvim, Lisboa. 2005
© 2005, Monte Siano, Nazaré - Valter Vinagre. clique aqui para ver o ensaio fotográfio
© 2002, Carnaval, Nazaré - Valter Vinagre. clique aqui para ver o ensaio fotográfio
