SOB A PELE
Fotografia
VOYEUR PROJECT VIEW
VALTER VINAGRE
www.valtervinagre.com
08.11.07/09.12.07
Aberto 24 horas por dia
Segunda a Sábado por marcação
SOB A PELE
Fotografia
VOYEUR PROJECT VIEW
VALTER VINAGRE
www.valtervinagre.com
08.11.07/09.12.07
Aberto 24 horas por dia
Segunda a Sábado por marcação
O trabalho de Valter Vinagre é ao mesmo tempo um trabalho de um arquivador, filósofo, arquitecto e construtor de imagem / imagens poderosas que capta / captam o ser humano e os seus ambientes antropológicos e sociológicos como princípio e fim de um estudo que segue uma certa tradição que vai buscar muito a Foucault. É um trabalho que encontra as suas bases numa certa arqueologia metodológica de análise do comportamento social, económico e político do ser humano e dos seus ambientes, rituais e intimidades. Trata-se de procurar fazer uma história de momentos, um trabalho meticuloso de mostrar as emergências e uma certa reflexão da ambiguidade das suas alegrias e fragilidades. Nas suas fotografias há uma força da natureza, existe sempre algo para além daquilo que se vê. Uma força visceral de alguém que faz radiografias da alma das paisagens, das pessoas, dos corpos (ou do corpo neste caso) e as revela e sente com uma sensibilidade e invisibilidade ontológica. Há no seu trabalho uma força existencial de alguém que vive as coisas até à medula e que não deixa espaço de manobra para a ficção fácil ou para o artificial, as coisas são-nos reveladas num processo profundo, sentido e tão genuíno como estético. Estamos perante um artista com uma capacidade excepcional para construir imagens e que consegue também demonstrar um método que passa e começa por compreender e assimilar a tradição da foto-reportagem (com magistral maturidade), associando-a num segundo momento ao melhor registo da arte contemporânea mais poética e ao mesmo tempo documental, numa metodologia de certo modo herdeira de uma arte política e realista que se procura sempre total. As suas imagens mexem connosco numa certa procura de um cânone quase cinematográfico que se pode associar a um Rosselini, mas com um pendor fortemente plástico, contemporâneo.
Neste trabalho "Sob a pele, 1996 - 2007" , porém, estamos perante um exercício profundamente intimista. Ao utilizar imagens feitas inicialmente em polaroid e depois, então, num outro suporte material (imagem impressa em jacto de tinta) o artista consegue acentuar esses limites da plasticidade da imagem através da ampliação do formato original. Estamos perante um momento singular que mesmo não sendo totalmente raro na obra deste artista se trata de uma cartografia do corpo com uma intensidade plástica próxima de uma pintura quase abstracta. Valter Vinagre usa a fotografia como um médium artístico e tenta com ela chegar a extremos plásticos. Esta série aparece-nos com uma força e capacidade excepcionais para demonstrar uma sensualidade e uma paixão por um lado experimental (no domínio da cor, para o qual o uso da polaroid muito contribuiu) e que nos perturba com um registo próximo de um grau quase de abstracção. Estamos assim perante uma série de fotografias que nos revelam um momento fortíssimo de uma capacidade plástica e de uma intensidade que se aproxima do domínio de pinturas de uma intimidade carnal.
Estas fotografias seguem o profundo fio condutor em toda a obra de Valter Vinagre, um artista numa demanda da cartografia do ritual / rituais e dos gesto / gestos intrínsecos do ser humano e dos seus corpos / invólucros, quer individual / individuais, quer integrado na sua comunidade. Assim podemos comparar esta série de fotografias a sonetos carnais, mais do que eróticos, em que a pele num lirismo metafísico nos é revelada, (e não revelada) a pele de um corpo que existe e não existe, que se vê e não se vê. Um poema singular e intenso numa obra feita de romances e documentários filosófico poéticos.
O corpo aparece-nos como uma paisagem que tem de ser redescoberta. Como num exercício musical de Bach. Estas imagens e, na sua energia visual ontológica, o corpo (feminino, sensual e carnal) aparecem-nos como uma cartografia nova, intensa e poderosa a descobrir e a re-olhar com atenção nas suas múltiplas variações em torno desse tema intemporal - o corpo feminino. Não estamos perante divagações, mas perante poderosos esboços, quase pinturas expressionistas, fragmentárias de um corpo que nos toca com a sua sensualidade, mas um corpo a ser descoberto com a paixão de alguém que ama com intensidade e faz arte sem meios termos, uma arte que se procura total. E perante tais imagens, confrontados com a sua intensidade cromática e a sua beleza / violência cromática só há uma coisa a fazer deixarmo-nos levar e antes de mais sermos autênticos naquilo que sentimos.
Dinis Guarda
Londres, Maio 2007
Valter Vinagre com esta exposição cria um livro de artista com 50 exemplares numerados e assinados.
O livro é composto por uma caixa em aço inox (12x10x1cm) que contém 10 (dez) provas originais, impressas em jacto de tinta e reproduzidas no tamanho das Polaroids SX70 e um texto da autoria de Dinis Guarda , Director da Número Arte e Cultura.
O livro pode ser adquirido pelo preço de capa de 50 euros acrescido de iva a 5%.
www.voyeurprojectview.org
Morada:
Rua de Timor, 14 - A
1170 - 372 LISBON
Portugal
Transportes:
Metro: Anjos
Autocarro: 12, 26, 30
Eléctrico: 28
Telefone:
961825575
Projecto: Rodrigo Vilhena
voyeurprojectview@gmail.com
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fotografia de Martim Ramos/Kameraphoto
09.11.07/01.12.07
Avenida da Liberdade, n.º 211, 2º Andar, em Lisboa. (EXPOSIÇÃO)
HORÁRIO De quarta a sexta das 17h às 20h, Sábado das 15h às 20h
CONCEITO O passado dia 5 de Setembro marcou 50 anos desde que foi publicado On the Road, o mais famoso livro de Jack Kerouac. A efeméride juntou 13 artistas portugueses que apresentam uma exposição conjunta. A proposta dos artistas percorre várias disciplinas do desenho à fotografia, do video ao som, com cada artista a propor uma leitura sobre o livro, o universo de Kerouac e/ou de toda a beat generation, deixando em aberto possíveis leituras para outras zonas da criação.
ACTIVIDADES PARALELAS - Ciclo de cinema na Cinemateca : "Road Movie" de 5 a 30 de Novembro - Leituras de textos da Beat Generation no Espaço da exposição: data a confirmar- Concerto de encerramento a 1 de Dezembro com Tó Trips (Dead Combo, ex-Lulu Blind)
ARTISTAS PARTICIPANTES
André Almeida e Sousa
Bruno Sequeira
Eduardo Salavisa
João Grama
João Paulo Serafim
José António Leite
José Pedro Cortes
Manuel Duarte
Margarida Gouveia
Mariana Viegas
Martim Dias Ramos / kameraphoto
Paulo Brighenti
Paulo Pascoal
............
© António Júlio Duarte/Kameraphoto© Nan Goldin
06.11.07/06.01.08
.Campo Grande, 245, Lisboa.
HORÁRIO de Terça a Domingo das 10h-13h às 14-18h | encerra aos Sábados
Acessos: Autocarros: 1, 3, 7, 33, 36, 47, 50, 68, 85, 101, 108 | Metro: Campo Grande
No âmbito do seu ciclo Obras de colecções públicas e privadas, a fundação carmona e costa e o Museu da Cidade apresentam, pela primeira vez ao público, a Colecção de Fotografia e Américo Marques dos Santos. Reúne em mais de cem obras um conjunto de 31 autorias internacionais e nacionais, essenciais para a compreensão da produção fotográfica contemporânea. A exposição realiza-se em dois espaços que conjugam perspectivas complementares.
Colecção / exposição
A Colecção de Fotografia de Américo Marques dos Santos foi constituída nos últimos 5 anos sob orientação do artista plástico Pires Vieira, privilegiando a renovação contemporânea do retrato enquanto género fotográfico e as influências decisivas de outros universos criativos (tais como a pintura, o cinema e a publicidade) na abordagem ao real. Foi também dada uma atenção especial às diferentes arquitecturas que compõem a paisagem pós-moderna. A Colecção cresceu alicerçada em núcleos autorais que permitem dar a ver a multiplicidade de usos e problemáticas que caracterizam o percurso de cada artista, fornecendo em simultâneo um panorama alargado do domínio do “fotográfico” no circuito da arte contemporânea internacional. Concebida como uma apresentação articulada em duas instituições que assim propõem um percurso expositivo na cidade – fundação carmona e costa (espaço arte contemporânea) e Museu da Cidade (Pavilhão Preto) – esta mostra procurará reflectir a diversidade de tendências que caracteriza a Colecção de Américo Marques dos Santos, evidenciando os diferentes posicionamentos artísticos, processos de trabalho e reflexões críticas subjacentes ao corpus de imagens em foco. Será publicado um catálogo bi-lingue (pt/eng) em parceria com a editora ASSÍRIO & ALVIM.
Arte Lisboa - 2007 / Feira de Arte
Realizada paralelamente à edição de 2007 da Feira de Arte Lisboa, a mostra integrará o respectivo Programa de Coleccionadores, proporcionando outro tipo de leituras e aprendizagens em torno da prática do coleccionismo no domínio específico da fotografia.
A exposição conta com obras de ANDREAS GURSKY, ANDRES SERRANO, ANTÓNIO JÚLIO DUARTE, ARNULF RAINER, AUGUSTO ALVES DA SILVA, AXEL HÜTTE, BERND & HILLA BECHER, CANDIDA HÖFER, CINDY SHERMAN, GÜNTHER FÖRG, HELENA ALMEIDA, HELMUT NEWTON, JOAN FONTCUBERTA, JOÃO TABARRA, JOÃO PENALVA, JORGE MOLDER, JOSÉ LUÍS NETO, JÚLIA VENTURA, MARTIN PARR, NAN GOLDIN, NOBUYOSHI ARAKI, OLAFUR ELIASSON, PAUL GRAHAM, PHILIP-LORCA DI CORCIA, RICHARD PRINCE, RINEKE DIJKSTRA, SAM TAYLOR-WOOD, THOMAS STRUTH, THOMAS RUFF, VANESSA BEECROFT, WILLIAM WEGMAN, WOLFGANG TILLMANS.
Encerrou no passado dia 10 de Novembro a primeira edição do FIFP em Estremoz, evento organizado e promovido pela Associação para a Promoção das Artes Fotográficas (APPAF) que contou com o patrocínio do Presidente da Câmara Municipal de Estremoz. Nas cerca de 15 exposições em exposição, Pauliana Valente Pimentel participou com uma exposição de 10 fotografias "soltas" feitas a mulheres em vários locais e situações num contexto "religio-demoníaco". Para saber mais sobre este trabalho é favor contactar com a própria através do email: desk@kameraphoto.com.
Estas fotografias estão à venda no Chiado, Galeria 3+1 Arte Contemporânea, Lisboa.
Clique aqui para ver a galeria de fotografias
fotografia de Pauliana Valente Pimentel/Kameraphoto
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Integrado no Festival Festa Redonda (Açores), a exposição "Lost Functions" de nelson d'aires, está patente até ao dia 20 de Dezembro na Ilha do Corvo. A exposição seguirá no dia 27 de Dezembro para a Ilha das Flores e depois para todas as restantes ilhas até Abril de 2009, conforme calendário previsto.
As fotografias estão à venda no local de exposição. Caso queira contactar directamente o autor para esclarecimentos é favor enviar email.
Clique aqui para ver a galeria de fotografias
fotografia de nelson d'aires/Kameraphoto