Newsletter #3 Eventos K e outros assuntos.

#3.1 - Para a comemoração do 3.º aniversário da [KGaleria], cada fotógrafo do colectivo [Kameraphoto] interpretou uma imagem de um autor da sua escolha . >>

#3.2 - INEM 25 Anos, fotografia de Augusto Brázio. >>

#3.3 - Estação do Calor. Saiba o que é >>

#3.4 - Paco no New York Times, uma reportagem de João Pina. >>

#3.5 - "O Mundo é belo" de Pedro Letria , Lisboa. >>

#3.6 - A Pauliana é Mãe!!!. >>

#3.7 - Feira da Fotografia Edição Zero. >>

#3.8 - Rui Xavier distinguido com uma Menção Especial no Festival de Cinema de Berlim. >>

#3.9 - Exposição: Auto Cigano | Valter Vinagre. >>

[Kgaleria]

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Colectivo [Kameraphoto]

28 MARÇO / 19 ABRIL


Para a comemoração do 3.º aniversário da [KGaleria], cada fotógrafo do colectivo [Kameraphoto] interpretou uma imagem de um autor da sua escolha.


Alexandre Almeida, António Júlio Duarte, Augusto Brázio, Céu Guarda, Guillaume Pazat, João Pina, Jordi Burch, Martim Ramos, Nelson d'Aires, Pauliana Valente Pimentel, Pedro Letria Rui Xavier Sandra Rocha, Valter Vinagre


Inauguração:
dia 28 de Março às 18h30
patente até 19 de Abril

#3.1 | 3

#3.1 | Festa Aniversário Kgaleria

kgaleria, aniversário


"Europa", Sexta 28 de Março entre as 23:50 e as 04:00 horas.

 

Clique na imagem para ampliar para mais informações.

#3.1.1 | [K Print] no aniversário 3


Na comemoração do 3.º aniversário da [Kgaleria] o [KPrint] oferece um desconto de 15% em todas as impressões efectuadas na semana de aniversário: 24 de Março a 04 de Abril.



kprint@kameraphoto.com | www.kameraphoto.com/kprint

#3.2 | INEM 25 anos, fotografias de Augusto Brázio.

INEM 25 anos A [Kgaleria] apresentou no dia 19 de Março o trabalho fotográfico sobre o INEM após a edição do livro INEM 25 ANOS. Este trabalho foi realizado por Augusto Brázio e Rita Garcia durante o ano de 2007.

Em exposição no dias 19, 20, 26 e 27 de Março.

Junto parte a nota de autores:
“Este é um livro de histórias de vida e de morte, durante muitos meses acompanhámos de perto a marcha de ambulâncias, viaturas médicas e
helicópteros. Ouvimos o telefone tocar para mais uma emergência e seguimos para o terreno com a mesma expectativa que médicos, enfermeiros e técnicos de ambulância. Como eles sentimos o stress inerente à certeza do que íamos encontrar no destino(…).
(…)
Não é possível ficar indiferente a um trabalho como este, aqui vê-se tudo. Vitórias, derrotas e muita, muita luta. Como nunca até aqui, conhecemos o país escondido para lá das portas de casa.
(…)”
Augusto Brázio
Rita Garcia

A EPSON Portugal patrocina a [Kgaleria]

#3.3 | Estação do Calor

Um projecto dos fotógrafos Guillaume Pazat, Jordi Burch e do escritor Luís Cabral, em parceria com a Visão
A equipa circula agora pelas magníficas paisagens do Chile. Até ao final de Março, acompanhe o diário da viagem. Não perca as histórias, os vídeos e as galerias de fotos em http://www.estacaodocalor.org

Estação do Calor/Kameraphoto
© Estação do Calor

Atenção: Isto não é uma viagem. É um encontro. É a forma de tomar o pulso ao nosso planeta, de perceber como sofre esta região, como ela nos afecta inevitavelmente, nós, humanidade. É uma viagem até ao fim do mundo, com início na cidade de Buenos Aires, Argentina, através da Patagónia, rumo a El Calafate até Ushuaia, no fim de qualquer coisa, com saída para a Antáctida, terra de ninguém, de cientistas e pinguins, reduto ecológico à beira de não ser protegido. Serve este caminho para mostrar o que há de errado com o Homem quando se serve dos seus recursos naturais para os esgotar, aniquilando-se lentamente, ou nem por isso.

Em parceria com a revista Visão, a ecologia é, portanto, o tema transversal a este mapa da América do Sul, com regresso através da cordilheira dos Andes, cruzando o Chile, Peru e Bolívia. Queremos abordar a temática através das pessoas, sempre as pessoas, os seus problemas, as suas dúvidas, as suas perplexidades, sempre a pequena estória a contar a história grande, nunca falando da ecologia como se estivessemos a falar de uma galáxia distante, não a tratando como tema, mas como a realidade que é. Não há, por isso, outra forma, embora poluente: será de carro e terá exactamente a duração do Verão austral.Quem somos? Guillaume Pazat, francês, português-honorário, Jordi Burch, português, catalão honorário, e Luís Pedro Cabral, português de Portugal.

Continue a ler aqui >>

#3.4 | Paco no New York Times, uma reportagem de João Pina.

João Pina/Kameraphoto
fotografia de João Pina/Kameraphoto

O New York Times publicou no passado dia 23 de Fevereiro "Paco", uma reportagem com texto, fotos e vídeo de João Pina (a viver na Argentina). É uma grande reportagem sobre os efeitos de uma droga chamada Paco na Argentina e que João pesquisou e fotografou durante algum tempo. Pela primeira vez João teve a oportunidade de fazer fotografia, vídeo e texto numa reportagem. Após a experiência João diz: "Foi uma experiência muito interessante que agora se transformou num projecto pessoal para aprofundar".

Links para a reportagem:

Texto | Galeria de fotos | Vídeo

#3.5 | "O Mundo é belo" de Pedro Letria , Lisboa.

nelson d'aires/Kameraphoto


#3.6 | A Pauliana é Mãe!!!

Chama-se Sara é linda e é a filha da mãe feliz Pauliana! Tudo a dar os parabéns à mãe e ao pai! ;)


Pauliana Valente Pimentel/Kameraphoto
© Pauliana Valente Pimentel

#3.7 | Feira da Fotografia Edição Zero

Com a participação da Pauliana Valente Pimentel e Jordi Burch.

Ver mais informação abaixo:

FEIRA DA FOTOGRAFIA - EDIÇÃO ZERO //////////////////////////////////////////////// ///////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////// >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> A Sociedade Lomográfica Portugal realiza a edição zero da Feira da Fotografia, que inaugura no dia 20 de Março de 2008, na Rua Diário de Notícias, nº 59 - Bairro Alto das 19h às 00h. >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> A feira estará aberta ao público entre dia 21 e 27 de Março das 17h às 21h. >>>> >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> Este evento tem como principal objectivo fomentar a troca de trabalhos entre fotógrafos e/ou lomógrafos, assim como a disponibilização de imagens a baixo custo, contribuindo para uma dinamização da actividade fotográfica de Autor e a sensibilização do Público para este género artístico.>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> A feira compor-se-á por um espaço de exposição de trabalhos de lomografia e fotografia que constituirá uma galeria de imagens disponíveis para aquisição, cuja versão final será impressa in loco , em várias dimensões possíveis (13cm x 18cm, 18cm x 24cm e 30cm x 40cm). >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> O custo das fotografias será de 10 €, 20€ e 30 € correspondendo estes preços aos tamanhos 13 x 18, 18 x 24 e 30 x 40 respectivamente.>>>>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> Os trabalhos fotográficos serão disponibilizadas por fotógrafos profissionais convidados, focando-se especialmente em imagens extra - projectos ou sem continuidade, que normalmente constituem fotografias de grande qualidade que acabam por se manter desconhecidas.>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> Artistas Participantes>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> Alex Guri >> Ana De Almeida >> Barbara Assis Pacheco >> Benhard Winkler >> Daniel Pires >> Deli Jasse >> Fátima Azevedo >> Itxas Casas >> J.P. Tomaz >> Jamie Mcleod >> João Silva >> Jordi Burch >> José Pedro Cortez >> Luís Arelleano >> Luís Barra >> Manuel Duarte >> Miguel Meira >> Natallie Zwillinger >> Natxo Paramo >> Nica Paixão >> Noelle Jeorg >> Pauliana Valente Pimentel >> Paulo Pimenta >> Pedro Janeiro >> Renata Vieira >> Rodrigo Peixoto >> Sandro Resende >> Sónia Galiza Ferreira >> Soraya Vasconcelos >> Tatiana Macedo >> Tiago Montemor >> Vanessa Teodoro >> Xiku Carvalhal >> Ynaie Dawson.>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> Embaixada Lomográfica de Lisboa Rua da Atalaia 31 . 1200-037 Lisboa 2ª a 6ª.= 14h-21h + Sáb= 16h-20h tel: 21 342 10 75 | 91 019 60 00 info@lomografiaportugal.com Nova Embaixada Lomográfica do Porto Rua do Almada, 542 . 4050-034 Porto 3ª a Sáb.= 14h-20h tel: 22 099 08 77 | 91 213 30 34 infoporto@lomografiaportugal.com

#3.8 | Rui Xavier distinguido com uma Menção Especial no Festival de Cinema de Berlim.

A curta-metragem "Superfície", de Rui Xavier, foi distinguida com uma Menção Especial no Festival de Cinema de Berlim, "pela sua realização precisa e sensível", anunciou hoje o júri da secção Berlinale Shorts.

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"Superfície", cujo tema é um nadador que se transforma em náufrago, ficando assim à beira de entrar num outro mundo, foi o trabalho de fim de curso de Rui Xavier, como aluno da 2.ª edição do Curso de Realização de Cinema da Fundação Calouste Gulbenkian.

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O urso de Ouro das crutas-metragens da Berlinale foi para "O zi bun? de plaj?", de Bogdan Musta (Roménia) e o Urso de Prata para "Udedh bun", de Siddharth Sinha (Índia). Além de "Superfície", foi atribuída outra menção especial, ao filme "RGB XYZ", de David OReilly (Irlanda). O júri da Berlinale Shorts foi formado pelo actor Marc Barbé (França), a produtora Ada Solomon (Roménia) e a actriz Laura Tonke (Alemanha). Rui Xavier completou o bacharelato em Tecnologias da Comunicação Audiovisual no Instituto Politécnico do Porto, começando a interessar-se pela Fotografia e pelo Cinema. Prosseguiu depois os estudos na Grã-Bretanha, concluindo em 1997 uma Pós-graduação em Fotojornalismo, em Cardiff, na Universidade do País de Gales. Mais tarde, trabalhou em Londres como fotógrafo do diário "The Independent", e em 1998 voltou a Portugal, para trabalhar como freelancer e fundar, com outros fotógrafos, a empresa Kameraphoto. Fez então as suas primeiras experiências com vídeo na área documental, fundando com Bruno Gonçalves a Ricochete Filmes. Em 2001 vence o 1º Grande Prémio Visão de Fotojornalismo. De 2003 a 2005 foi editor de fotografia da revista Grande Reportagem, e desde 2006 tem trabalhado em várias áreas da produção cinematográfica, como fotógrafo de cena, operador de câmara, operador de som e montador.

#3.9| Exposição: Auto Cigano | Valter Vinagre.

Data: 2 a 14 de Abril de 2008
Local: Fábrica Braço de Prata, Lisboa
Organização: AI - Amnistia Internacional

Este trabalho foi realizado pelo autor, em Alcobaça, durante o mês de Novembro de 1999 no âmbito do Projecto FENIX.99, desenvolvido pela Barafunda- Ass. Cultural e Juvenil de Solidariedade Social, Benedita.

Foi exposto pela 1ªvez em Fevereiro de 2000 no Mosteiro de Alcobaça.

Valter Vinagre

FALAR DE PESSOAS

Falar de pessoas? Preferia falar dos lugares que de muitas formas condicionam/moldam a vida das pessoas, independentemente da valorização positiva ou negativa que queiramos atribuir a este contexto de inserção; e falar de espaço físico, social e cultural implica falar de tempo, de que ano, de que período da historia este acontecimento tem ou teve lugar. Na posse destes dados poderemos então falar das pessoas e personalidades que intervêm e seu tipo de acção.
O tempo - Hoje; finais de 1999.
O lugar - cidade portuguesa - Alcobaça.
Aqui no virar da esquina estão estes rostos, estas vidas; mulheres, crianças e homens que vivem a sua natureza humana; o seu amor, as suas paixões, as suas crenças, valores, inseguranças e revoltas. Mais expostos do que a maioria dos cidadãos intempéries naturais às doenças ao frio e ao calor - talvez por isso mesmo a razão como vivem as suas crenças, valores, amores e paixões.
São pessoas sobretudo desconfiadas, de tudo e de todos, regulando os modos de vida e relações a partir dos laços de sangue e parentesco.
As mulheres casam novas (14-16 anos) e como primeira prova da "arte" de ser mulher deve "dar um filho", que devem cuidar, amamentar e proteger das restantes crianças do bairro (também ciganos) e principalmente, dos "outros". No seu caso, para os ciganos, os "outros" somos nós " os senhores".
A família é indivisível, após o(s) casamento(s) ela vai crescer ainda mais, com os netos, os genros, as noras, os compadres, as comadres...que se vão instalando, consoante as necessidades e/ou situações/problemas, na proximidade. Um casamento representa mais uma barraca. Uma viúva parente a viver noutro sítio também tem direito na vizinhança a mais uma barraca. "É só mais uma barraca que a nossa é tão pequenininha..., já viu? Todos juntos assim, sem nada a separar?!"
As pessoas - as fotografias falam por si.
As "personalidades" o silêncio fala mais do que as palavras. Permitiu e permite ainda hoje a multiplicação das condições de vida que impedem o acesso à igualdade de oportunidades.
"Somos todos iguais, mas uns são mais iguais do que outros."
O silêncio das "personalidades", dos que em certos casos deveriam, pelo menos, apoiar moralmente aqueles que insistem criar novas metodologias de intervenção, potenciadoras de acesso à igualdade de oportunidades.
A violência existente no silêncio de uma Câmara Municipal ou de uma Junta de Freguesia, é mais alarmante do que os insultos ou a agressão física.
O que é, hoje, a violência?
Porque o silêncio fala, foi no silêncio que com os ciganos nos entendemos.
Antes, durante e depois das palavras. Neles nós escutamos as vontades, as necessidades e os gritos de desespero. As palavras, essas, são frequentemente contraditórias com o sentir e também com a leitura do silêncio.

Foi no silêncio que enquanto técnicos que montamos uma escola de ensinar a ler o silêncio, uma escola que possa despertar, sensibilizar e descodificar as mensagens - a linguagem do silêncio. Por tudo isso, escutem o silêncio das fotografias (...).
"L'omme qui nous montre qu'il connait le rythme de notre silence nous est beaucoup plus proche que selui qui croit savoir nous parler" (Ivan IIlich, 1971).
O Homem que nos mostra conhecer o ritmo do nosso silêncio é-nos muito mais próximo que aquele que crê saber falar-nos.

Isabel Rufino
Janeiro 2000